segunda-feira, março 12, 2012

Sinestesia

A dor dá lugar à raiva. Mas ela volta, vez ou outra. Ainda assim a vontade é de atirar pedras, ferir como possível for. O que antes era poesia virou prosa. A metamorfose não para de acontecer. É o meu sol que não mais me toca. Num segundo, tudo se transforma. Tristezas num instante. Noutro, incertezas. Já não tenho raiva, mas saudade. Não tenho saudade, mas memórias. Não tenho memórias, mas visões de lembranças do que não vivi, tão ardentes que desafiam a realidade. Sinto o calor das suas cores, o gosto do seu sorriso, o perfume da sua voz e o toque do seu suor aguçando os sentidos. Agora, só te quero bem. Mas não mais do mesmo. Próximo, por favor.

2 comentários:

Laís... disse...

Intenso!! Ambíguo e forte!
gostei! parabéns pela audacia

Aurelio disse...

Michelle, adorei sua determinação, "Próximo por favor."
É isso aí, seguir em frente amenizar as dores, deixa-las apenas na lembrança sem senti-la novamente!
Beijo querida!!!

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